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domingo, 29 de janeiro de 2012

A rainha de Sabá no judaísmo e no Velho Testamento

Claude LorrainA Embarcação da Rainha de Sabá.
De acordo com a Torá e o Velho Testamento, a rainha da terra de Sabá (cujo nome não é mencionado) teria ouvido sobre a grande sabedoria do rei Salomão de Israel, e viajado até ele com presentes de especiariasouropedras preciosas, e belas madeiras, pretendendo testá-lo com suas perguntas, como está registrado no Primeiro Livro de Reis (10:1-13) (relato copiado posteriormente noSegundo Livro de Crônicas, 9:1-12).
O relato prossegue apontando a rainha como maravilhada pela grande sabedoria e riqueza do rei Salomão, e pronunciando uma bênção sobre a divindade do rei. Salomão respondeu, por sua vez, com presentes e "tudo o que ela desejou", após o qual a rainha retornou ao seu país. Aparentemente, a rainha de Sabá seria muito rica, já que ela teria trazido 4 toneladas e meia consigo para presentear ao rei Salomão (I Reis, 10:10).
Nas passagens bíblicas que se referem explicitamente à rainha de Sabá não há sinal de amor ou atração sexual entre ela e o rei Salomão. Os dois são descritos apenas como dois monarcas envolvidos em assuntos de estado.
Outro texto bíblico, o Cântico dos Cânticos, contém algumas referências que, por diversas vezes, foram interpretados como se referindo ao amor entre Salomão e a rainha de Sabá. A jovem mulher do Cântico dos Cânticos, no entanto, nega continuamente as insinuações românticas de seu pretendente, que muitos estudiosos identificaram com o rei Salomão. De qualquer maneira, não há nada que identifique esta personagem deste texto com a rainha estrangeira, rica e poderosa, descrita do Livro dos Reis. A mulher do texto da canção claramente indica umas certas "filhas de Jerusalém" como suas iguais.
A tradição etíope posterior afirma com segurança que o rei Salomão realmente seduziu e engravidou sua convidada, e possui um relato detalhado de como ele o fez (ver a seção posterior relevante), um assunto de importância considerável para o povo etíope, já que a linhagem de seus imperadores remontaria àquela união.

[editar]A rainha de Sabá no islamismo

A rainha de Sabá, Bilqis, é mostrada ao deitar-se num jardim - desenho em tinta sobre papel, 1595.
Alcorão, texto religioso central do islã, nunca menciona a rainha de Sabá por seu nome, embora as fontes árabes a chamem de Balqis ou Bilqis. O relato corânico é similar àquele da Bíblia; a narrativa conta como Salomão recebeu relatos de um reino governado por uma rainha cujo povo venerava o Sol. Ele enviou uma carta, convidando-a a visitá-lo e discutir sobre a sua divindade, relatada como sendo Alá, o Senhor dos Mundos (Alamin) no texto islâmico. Ela aceitou o convite e preparouenigmas para testar sua sabedoria e seu conhecimento. Então, um dos ministros de Salomão (que tinha conhecimento do "Livro") propôs trazê-lo o trono de Sabá"num piscar de olhos".[2] Diante do feito, a rainha chegou à sua corte, mostrou-lhe seu trono, entrou no seu palácio de cristal e começou a fazer as perguntas. Impressionada por sua sabedoria, ela louvou sua divindade e, eventualmente, aceitou o monoteísmo abraâmico.

[editar]Visão no islamismo atual

Alguns acadêmicos árabes modernos têm identificado a rainha de Sabá como uma soberana de uma colônia ou entreposto comercial no noroeste da Arábia, estabelecido por reinos da Arábia Meridional.[carece de fontes] As descobertas arqueológicas mais recentes confirmam o fato de que tais colônias realmente existiram, com achados como artefatos e inscrições no alfabeto arábico meridional, embora nada especificamente relacionado a Balkis ou Bilkis, a rainha de Sabá, tenha sido descoberto até agora.

[editar]A rainha de Sabá na cultura etíope

Afresco etíope da rainha de Sabá rumo a Jerusalém, cavalgando e armada com espada e lança.
familia imperial da Etiópia aponta sua origem a partir de um descendente da rainha de Sabá com o rei Salomão[3] A rainha de Sabá (em ge'ez ንግሥተ ሣብአ, transl. nigiśta Śab'a), é chamada de Makeda (ge'ez: ማክዳ) no relato etíope (que pode ser traduzido literalmente como "travesseiro").
etimologia de seu nome é incerta, existindo duas correntes principais de pensamento divergindo sobre sua fonte etíope. Uma delas, que inclui o acadêmico britânico Edward Ullendorff, mantém que o nome seria uma corruptela de Candace, uma rainha etíope mencionada no Novo Testamento (Atos dos Apóstolos); a outra corrente liga o nome àMacedônia, e relaciona esta história com as lendas etíopes posteriores sobre Alexandre, o Grande e o período do século IV a.C.. Muitos acadêmicos, no entanto, como o italiano Carlo Conti Rossini, não se convenceram por nenhuma destas teorias, e declararam o assunto como ainda não-resolvido.[4]
Uma antiga compilação de lendas etíopes, o Kebra Negast ("Glória dos Reis"), foi datada como tendo sido escrito há 700 anos, e relata a história de Makeda e seus descendentes. Neste relato o rei Salomão teria seduzido a rainha de Sabá e tido com ela um filho, Menelik I, que se tornaria o primeiro imperador da Etiópia.
A narrativa contida no Kebra Negast - que não encontra paralelo na história bíblica - é de que o rei Salomão teria convidado a rainha de Sabá a um banquete, servindo comida condimentada a induzi-la a ter sede, e convidando-a para passar a noite em seu palácio. A rainha pediu-lhe então que jurasse não a tomar à força. Ele aceitou com a condição de que ela, por sua vez, não levasse nada de seu palácio à força. A rainha assegurou que não o faria, ofendida pela insinuação de que ela, uma monarca rica e poderosa, precisaria roubar qualquer coisa. No entanto, quando ela acordou no meio da noite, sedenta, pegou uma jarra de água que havia sido colocada ao lado de sua cama. O rei Salomão então apareceu, avisando-a de que estava a descumprir sua promessa, ainda mais pelo fato de que a água, segundo ele, seria a mais valiosa de todas as suas posses materiais. Assim, enquanto ela saciou sua sede, ela libertou o rei de sua promessa, e passaram a noite juntos.
A tradição de que a rainha de Sabá bíblica teria sido uma soberana da Etiópia que visitou o rei Salomão em Jerusalém, no antigo Reino de Israel, é referendada pelo historiador romano de origem judaica Flávio Josefo, que identificou a visitante de Salomão como sendo "Rainha do Egito e da Etiópia".
Enquanto não existem tradições conhecidas de matriarcado no Iêmen durante o início do primeiro milênio a.C., as primeiras inscrições dos governantes de D'mt, no norte da Etiópia e da Eritreia, mencionam rainhas de status elevado, possivelmente até igual ao de seus reis.[5]
Para a monarquia etíope, a linhagem salomônica e sabaítica tem considerável importância política e cultural. A Etiópia foi convertida aocristianismo pelos coptas do Egito, e a Igreja Copta lutou por séculos para manter os etíopes numa condição de dependência e subserviência fortemente ressentida pelos imperadores etíopes.

[editar]A rainha de Sabá no cristianismo

Além de sua menção no Velho Testamento, a rainha de Sabá é mencionada, como Rainha do Sul, no Novo Testamento,[6] quando Jesus Cristo indica que ela e os ninivitas julgarão a geração dos contemporâneos de Jesus que o rejeitaram.
As interpretações cristãs das escrituras enfatizam, tipicamente, tanto os valores históricos quanto os valores metafóricos da história. O relato da rainha de Sabá é interpretado como uma metáfora e uma analogia cristã: a visita da rainha a Salomão foi comparada ao casamento metafórico da Igreja com Cristo, onde Salomão seria o "ungido" (Cristo), ou messias, e Sabá representaria uma população de gentios que se submeteu ao messias; a castidade da rainha de Sabá foi descrita como um presságio da Virgem Maria; e os três presentes que ela teria levado a Israel (ouroespeciarias e pedras) foram vistos como análogos aos presentes dos Três Reis Magos (ouro, incenso e mirra). Esta última analogia, em particular, é enfatizada como sendo consistente com uma passagem do Livro de Isaías (60:6): "todos virão de Sabá; trarão ouro e incenso e publicarão os louvores do Senhor."[7]

[editar]Visão medieval

Entre as obras de arte realizadas na Idade Média que retratam a visita da rainha de Sabá estão o "Portal da Mãe de Deus", na Catedral de Amiens, do século XIII, incluída como analogia em parte de um painel maior que retrata os presentes dos Reis Magos..[8] As catedrais deEstrasburgoChartresRochester e Cantuária, do século XII, contêm interpretações artísticas da rainha em vitrais e bas decorações dasjambas.[7]

[editar]Visão renascentista

Relevo renascentista da rainha de Sabá se encontrando com o rei Salomão - um dos vários painéis que compõem o portal doBatistério de Florença.
Giovanni Boccaccio, em sua obra Sobre as mulheres famosas (De mulieribus claris, em latim), segue o exemplo de Josefo ao chamar a rainha de Sabá de Nicaula. Boccaccio ainda afirma que ela não só era rainha da Etiópia e do Egito, como também da Arábia, e que relatos afirmavam que ela tinha um palácio luxuoso numa "ilha muito grande" chamada Meroe, localizada em algum lugar próximo ao rio Nilo, "praticamente no outro lado do mundo." De lá, Nicaula cruzou os desertos da Arábia, através da Etiópia e do Egito, pela costa do mar Vermelho, até chegar aJerusalém, onde se encontrou com "o grande rei Salomão".[9]
O livro Cidade das Damas, de Cristina de Pisano também chama a rainha de Sabá de Nicaula. Os afrescos de Piero della Francesca em Arezzo (1466) sobre a Lenda da Vera Cruz contêm dois painéis sobre a visita da rainha de Sabá a Salomão. A lenda ilustrada liga as vigas do palácio do rei Salomão à madeira utilizada na crucifixão. A sequência desta visão metafórica, do Renascimento, sobre a rainha de Sabá como uma analogia aos presentes dos Reis Magos, também está claramente evidente no Tríptico da Adoração dos Magos (1510), de Hieronymus Bosch. Bosch optou por retratar a rainha de Sabá e o rei Salomão no colar vestido por um dos magos.[10]
Doutor Fausto, de Christopher Marlowe, se refere à rainha como Sabá, quando Mefistófelesestá tentando persuadir Fausto da sabedoria das mulheres com quem ele supostamente será presenteado todas as manhãs.[11]

[editar]Descobertas arqueológicas recentes

Descobertas arqueológicas recentes feitas no Mahram Bilqis ("Templo de Bilkis"), em Ma'rib, no Iêmen, apoiam a tese de que a rainha de Sabá teria governado a Arábia Meridional, com evidências de que a área seria a capital do reino de Sabá.
Uma equipe de pesquisadores financiados pela American Foundation for the Study of Man (AFSM, "Fundação Americana para o Estudo do Homem") e liderada pelo professor de arqueologia da Universidade de Calgary, Bill Glanzman, vem trabalhando para decifrar os segredos de um templo de 3000 anos de idade encontrado no deserto.[12]

O Rei Salomão e a Rainha de Sabá

Para que o clero e o povo lhe deixassem em paz, o Rei Salomão decidiu que a melhor maneira era presentear-lhes com um magnífico Templo, em substituição do antigo de Silo, que na realidade era uma tenda na qual era guardada a Arca Santa, tradicionalmente, desde os tempos de Abrahão.
A construção do novo templo que traria muitas conseqüências, até nossos dias, pois resulta que foi construído não pela mão de obra e arquitetos judeus, mas por especialistas fenícios, enviados por Hiram, rei de Tiro, integrados em uma irmandade "esotérica" todavia viva em nossos tempos e denominada "Maçonaria", que a si mesmos denominam "filhos da cidade" de Hiram.
Em matéria de religião, Salomão tinha uma mentalidade "abominável", pois para ele todos os deuses eram bons se o ajudavam em seus propósitos; de forma que depois de ter edificado o Templo aos judeus, em Jerusalém também fez edificar templos a Astarte, a deusa do amor, a Milcom, e a outros deuses de todos os povos com os quais estava em relações.
Um rei com mil esposas
Quanto a mulheres, sua primeira esposa foi uma egípcia, filha do faraó Siamon, da XXI dinastia; mas em seguida as coisas transbordaram um pouco, pois manifesta-se que o piedoso rei reuniu em seu harém nada menos que a 1.000 esposas mais, 700 oficiais e 300 concubinas, todas elas estrangeiras e de todas as raças, importadas e pagas a preço de ouro.
O episódio da visita que a rainha de Saba fez a Jerusalém, mais que nada para certificar-se se a fama do explendor e sabedoria do monarca era merecida, carece de importância enquanto ao conseguinte pressumível idílio que pode ser desenvolvido, enquanto que a teve e a tem por razão de duas notícias reveladoras: a que indica a presença geográfica da rainha e a que sugere o tipo de sabedoria que ela e Salomão possuiam. O texto bíblico relata assim as coisas: "Depois de terminado o Templo, o rei Salomão construiu também uma frota em Esionguéber (hoje Aqaba), que está junto a Elat, sobre a margem do Mar Vermelho, no país de Edom. Com essa frota enviou Hiram a seus servos, marinheiros, peritos na navegação, juntamente com os servos de Salomão. Foram a Ofir, de onde tiraram quatrocentas e vinte moedas de ouro que trouxeram ao rei Salomão". Onde estava Ofir?
De onde chegou o ouro?
Obviamente devia ser um país civilizado e produtor de ouro, ao qual se chegava navegando desde o Mar Vermelho, verdadeiramente localizável na costa oriental da África. Etiópia, como tradicionalmente foi sugerido? É muito pouco provável, já que a exploração de ouro neste país é modestíssima e dependente das minas de Sidamo, francamente pobres. Somália? Impossível, pois carece de minas de ouro. Quênia? Com relação a ouro, estamos no mesmo caso que a Etiópia. Tanzânia? E o mais provável, já que com Moçambique, Zâmbia, Zimbabwe e Transvaal nos encontramos em uma ampla região riquíssima em ouro, e com exploração mineira desde a mais remota antiguidade, sobretudo na zona da desembocadura do rio Limpopo ao sul de Moçambique, onde os portugueses encontraram o reino de Monomotapa, isto é do "Senhor das Minas".
Portanto, quase seguramente, a rainha de Saba deveria ser a "Senhora das Minas", e, por suas características raciais, ou negra ou bantú ou hotentote, ou melhor uma "amarela da África". Localizado Ofr, perguntemo-nos como os servos de Hiram e de Salomão conseguiram trazer o ouro de que fala a Bíblia. Por intercâmbio comercial ou pirataria? Mistério, ainda que, talvez, seja mais verossímil a segunda hipótese. É uma absoluta tonteira supor que a "Senhora das Minas" fizesse um gracioso presente assim de bom grado a alguns marinheiros porque eram "servos do famosíssimo rei Salomão".
Salomão e a rainha de Saba
O texto bíblico, em certo sentido, dá margem para conjecturar como acabamos de fazer, pois diz: "a rainha de Saba teve notícia da fama que Salomão havia adquirido pela glória do Senhor, e veio provar-lhe com enigmas. Chegou, pois, a Jerusalém com um séquito muito grande, com camelos que traziam especiarias aromáticas, muitíssimo ouro e pedras preciosas. E foi ver Salomão, com o qual falou de tudo o que havia em seu coração. Salomão respondeu a todas as perguntas: não houve coisa que fosse desconhecida ao rei, da qual não pudesse dar solução. Ao ver a rainha de Saba toda a sabedoria de Salomão, o Templo que havia edificado, os manjares de sua mesa, a maneira de servir de seus criados e os trajes deles, seus copeiros, e os holocaustos que oferecia na Casa do Senhor, ficou atônita e disse ao rei Salomão: "Verdade é o que ouvi dizer em minha terra com relação a ti e de tua sabedoria. Eu não acreditava no dito antes de ter vindo e de tê-lo visto com meus próprios olhos; e eis aqui que não haviam me contado nem sequer a metade. Tua sabedoria e tua prosperidade são maiores do que eu havia ouvido. Ditosa sua gente, ditosos estes teus servos, que de contínuo estão em tua presença e ouvem tua sabedoria! Bendito seja o Senhor, teu deus, que foi complacente em ti e te colocou sobre o trono de Israel! Porque o Senhor ama eternamente a Israel, e ele te constitui rei para que faças juízo e justiça".
Os presentes da rainha
Em seguida presenteou ao rei cento e vinte moedas de ouro, enorme quantidade de especiarias aromáticas e pedras preciosas. Nunca mais veio tanta quantidade de especiarias aromáticas como a que a rainha de Saba deu ao rei Salomão. A frota de Hiram que trazia ouro de Ofir, trouxe também muitíssima quantidade de madeira de sândalo e de pedras preciosas... O rei Salomão deu à rainha de Saba tudo quanto ela quis e tudo quanto pediu sem contar o que além disso recebeu da régia generosidade de Salomão. Depois voltou e regressou a seu país, acompanhada de seus servidores".
Dizíamos que o relato bíblico dava margem para supor que o resultado da primeira expedição foi de pirataria, porque a atitude da rainha de Saba está claríssima: haviam me contado "maravilhas" de ti e de "teu saber". De que saber? simplesmente teórico?
E o que podiam saber os ofirianos do saber teórico de Salomão? Naturalmente não iam acreditar como "grosseiros" os contos dos marinheiros de Hiram e dos "marinheiros" de Salomão. Deveriam ter alguma prova experimental, deveriam ter sofrido alguma "amostra prática" do poder da "sabedoria de Salomão e de seu deus o Senhor". De que gênero? Não se trataria de alguma ao São Jorge ou Santiago valentão" ante litteram? Derrotados e depredados, os súditos da rainha teriam, segundo a mentalidade própria de suas crenças animistas, "reconhecido" o grande "poder enfeitiçador do grande rei" e a superioridade da "força" (Senhor) que lhe obedecia. O qual, traduzido a linguagem de então, seria expressado assim: a sabedoria de Salomão é grande porque grande é o poder de sua "palavra" que "move" ao Senhor. No contexto do animismo, "sábio" é o "senhor das palavras mágicas", é o "grande feiticeiro".
Sabedoria e magia?
Dali a fama de que fala a rainha de Saba e sua curiosidade para comprovar até que ponto era grande a "magia" de Salomão, sua "sabedoria". Não se trata de forçar o sentido do texto bíblico, mas de explicitá-lo, para que se entenda o que significava, e significa, para os animistas, a sabedoria e o poder da sabedoria; a rainha de Saba não foi a Jerusalém movida por uma curiosidade intelectual ou teológica, foi para "comprar", com seus ouros e pedras preciosas e especiarias, essa "sabedoria", não para converter-se à religião de Israel, depois de ter colocado à prova diretamente o "nommo" de Salomão. Não fez em vão sua viagem, porque naturalmente Salomão foi um autêntico venerador de todas as artes e tecnologias capazes de produzir "prodígios", um singular colecionador de "fórmulas", nada preocupado de torná-las repugnantes aos procedentes dos "idólatras" para comprazer aos teólogos. Salomão, em questão de mulheres e de saberes, não tinha prejuízos, e se para conseguir efeitos mágicos fazia falta dar culto a deuses e demônios exóticos, não andava com precauções: sem mais construia os templos precisos, seguro que o Senhor não se enfadaria por isto, pois a ele lhe dava o seu.
Os interesses da rainha africana
A rainha de Saba, seguramente, pertencia à cultura negra, independentemente de seus antecedentes raciais, porque sua atitude de deslocar-se para Jerusalém para ver se conseguia os segredos mágicos de um deus estrangeiro poderoso, é tipicamente expressiva da mentalidade que todavia ostentam os africanos com relação aos deuses estrangeiros. Os estudam, experimentam seu "poder" e se julgam que são efetivos, sem mais, os incorporam a seu panteão. Dali a insistência da rainha de Saba em interrogar a Salomão e seu ficar atônita pelas respostas e efetividade do que era conseguido no "Templo" com os ritos e "sacrifícios" que ali eram empregados. Que tipo de cerimônias podiam produzir prodígios que deixaram atônita a rainha? Não é muito difícil intuí-lo, vista a fama de grande feiticeiro e bruxo que Salomão deixou à posteridade, sem faltar à sua memória de "grande rei bíblico".
O agradecimento em ouro, especiarias e pedras preciosas que a rainha deixou por ter sido "instruída" nos mistérios do todo-poderoso Senhor seria uma ingenuidade supor que foi pago a lições teológicas. Foi para conhecer a um "grande senhor da palavra" e para aprender sua arte de "obter poder e prosperidade" com o auxílio de um "grande deus". De passagem, Salomão aproveitou para encontrar-se também com algum deus que completasse sua coleção, pois a rainha não ia sem nenhum, obviamente; seguro que em seu séquito figuraria algum "competentíssimo" senhor da palavra, dono de fórmulas desconhecidas no hemisfério boreal, de forma que o concílio ecumênico de "alta sabedoria" deve ter resultado sumamente satisfatório para os participantes de ambas as latitudes.
 Videos
O Templo de Salomão - Uma viagem em 3 dimensões
5 minutos - Animação 3D


sábado, 21 de janeiro de 2012

Passeio de barco pelo Mar da Galileia.




Passeio de barco pelo Mar da Galileia, Lago Kineret, Lago Genezare.
O dono do Barco Dani Carmel um Judeu Israelense Messianico, nos surpreendeu com louvores em Ingles e hebraico, ele tem 2 barcos um chamado Emunha (fe), e o que estava,os e outro chamado Tikva (esperanca).
Uma tarde inesquecivel!